23 de setembro de 2019

Diego, da dupla com Henrique, fala sobre morte de Gabriel Diniz: ‘Carreira é tão incerta’

Há 15 anos nas estradas e com muitos sucessos estourados pelo Brasil todo, como "Suíte 14" e "Malbec", Diego diz que, pelo medo do sucesso passageiro, muitos artistas se colocam em situações de risco para cumprirem a lotada agenda de compromissos.


Por Folhapress Publicado 02/07/2019
Reprodução (Divulgação)

A morte precoce do cantor Gabriel Diniz, com apenas 28 anos, ainda levanta inúmeras discussões no mundo dos artistas.

Participando do programa da apresentadora Luciana Gimenez, 49, a dupla sertaneja Henrique e Diego comentou sobre o acidente de avião que deu fim a vida do cantor de “Jenifer”.

Há 15 anos nas estradas e com muitos sucessos estourados pelo Brasil todo, como “Suíte 14” e “Malbec”, Diego diz que, pelo medo do sucesso passageiro, muitos artistas se colocam em situações de risco para cumprirem a lotada agenda de compromissos.

“A carreira é tão incerta que a gente acaba tentando fazer tudo ao mesmo tempo. ‘Ah, agora a música deu um boom e a gente tem que aproveitar essa oportunidade porque não sabemos o dia de amanhã’, mas até que ponto vale esse dinheiro?”, reflete o cantor.

Henrique, que é um dos vocais da dupla, relembrou também um conselho que recebeu do amigo Sorocaba, da dupla com Fernando, dizendo sobre as inúmeras viagens que os artistas fazem para encontrar com seus públicos.

“Infelizmente, o único empecilho dessa nossa vida é que o artista vai aonde o povo está e esse é o nosso calcanhar de Aquiles”, diz Henrique, referindo-se a viagens em condições impróprias que eles se submetem para fazer inúmeros shows.

Gabriel, do hit “Jenifer”, estava indo se encontrar com a namorada e a família em Maceió (AL) quando aconteceu o acidente. Ele namorava com Karoline Calheiros há cerca de dois anos e iria comemorar o aniversário de 25 anos dela. 

O cantor estava dentro de um monomotor que saiu de Salvador (BA) com destino a Maceió. Documentos dele, como o passaporte, foram encontrados na região do acidente. 

A aeronave não tinha autorização para fazer táxi aéreo. Segundo informações da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o monomotor é do Aeroclube de Alagoas e tinha a autorização apenas para fazer voos de instrução. 
Ainda de acordo com a agência, a aeronave tinha o Certificado de Aeronavegabilidade, ou seja, autorização para voar, até 2023. A inspeção mecânica do monomotor também estava em dia e vigente até 2020.

O monomotor Piper, modelo PA-28-180, tinha o prefixo PT-KLO. A aeronave foi fabricada em 1974 e tinha a capacidade para o transporte de apenas três passageiros, mais o piloto.