Em ‘Toy Story 4’, novo brinquedo entra em apuros, e Woody e companhia partem em última aventura

"Toy Story", estreia nos cinemas nesta quinta-feira (20).


Por Folhapress Publicado 18/06/2019
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Quem poderia imaginar que um garfo de plástico poderia render tanta dor de cabeça para o caubói Woody e seus amigos. É justamente a chegada do novo amiguinho e suas posteriores fugas que agitam o enredo do quarto “Toy Story”, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (20).

Na trama dirigida por Josh Cooley, o talher velho de plástico, Garfinho, é transformado pela pequena criança Bonnie em seu primeiro dia de aula em um novo brinquedo.

Ele se junta aos demais bonecos conhecidos do grande público e que fazem sucesso desde os anos 1990: o xerife Woody, o patrulheiro espacial Buzz Lightyear, o Sr. Cabeça de Batatas e tantos outros.

Porém, por ter vindo do lixo, Garfinho não se considera um brinquedo dos mais nobres e vive fugindo das mãos da menina. E é justamente em uma dessas fugas que a turma de brinquedos se vê envolvida em uma tremenda confusão.

Bonnie resolve levar toda a gangue em uma viagem familiar, e Woody se dispersa à procura do amigo e acaba inesperadamente se juntando à sua amiga Bo Peep, que há muito tempo não se viam.

Ela será fundamental para arquitetar os planos para tentar resgatar Garfinho, a esta altura sequestrado por bonecos vilões que vivem há anos em um antiquário.

O que se vê a partir disso é uma série de tentativas -algumas delas frustradas- de encontrar o talher de olhos esbugalhados. Mesmo dentro do carro dos pais de Bonnie, os demais brinquedos, sob o comando de Buzz, conseguem arrumar uma maneira de sair e de ajudar o xerife e sua turma.

À medida que o tempo vai passando, Woody percebe que não pode deixar Garfinho para trás, mesmo sendo aconselhado pelos outros brinquedos a fazê-lo. A lealdade que aprendeu a ter com seu antigo dono, Andy, de quem ele morre de saudade, o faz seguir em frente. Mesmo que isso possa trazer sérios riscos à integridade física do boneco feito de pano.

Dois personagens são fundamentais para dar um tom ainda mais engraçado à narrativa. São eles o Coelhinho e o Patinho, dublados respectivamente por Antonio Tabet e Marco Luque. “É um universo que não para de crescer, nós mesmos estamos fazendo os novos personagens. Cada vez o filme cativa mais e é infinito. Brinquedo é algo que todo mundo teve”, conta Tabet em vídeo oficial da Disney/Pixar.

Ao programa de Ellen DeGeneres, o ator Tom Hanks, que empresta sua voz a Woody nos Estados Unidos, disse que se emocionou ao ler o roteiro. As cenas mais para o fim do longa são mais emocionantes e mesclam com as aventuras dos brinquedos. 

Ele contou que pegou alguns textos de Tim Allen [que interpreta o Buzz Lightyear] que o alertava que as últimas páginas do roteiro eram “difíceis”. “Essa é a conclusão da franquia. As últimas sessões de gravação foram difíceis. Estamos nos despedindo do quarto de Woody, Buzz e Bonnie, Andy e de todo mundo. Foi muito emocionante”, disse Hanks.

FILHAS DE MARCO LUQUE ADORARAM DUBLAGEM DO PAI

Dublador do personagem Patinho no filme “Toy Story 4”, Marco Luque, 45, conta que quem mais curtiu o resultado foram Isa e Mel, suas filhas de 8 e 6 anos, respectivamente. “Minha família também assiste, e as meninas ficaram bem empolgadas quando souberam que emprestaria minha voz para o Patinho. Elas adoraram”, conta.

Na história, Coelhinho (Antonio Tabet) e Patinho são vistos pela primeira vez presos em uma parede prontos para serem adquiridos como prêmio por qualquer criança que acerte um tiro no alvo. Porém, isso nunca acontece e eles acabam fugindo do parque de diversões. E se tornam importantes nos planos com a trupe de brinquedos de Bonnie.

“É um grande prazer fazer essa dublagem. Ser convidado para participar de uma das maiores franquias da animação é ainda mais significativo para mim. ‘Toy Story’ é um dos filmes mais marcantes da Disney e Pixar, ganhador de Oscar, então tem um peso e uma responsabilidade a mais ter sido convidado a integrar esse projeto”, reforça Luque.

Ele conta que a preparação se deu logo no início, assim que recebeu o convite e entendeu um pouco mais sobre o personagem. “A partir daí, comecei a pensar em como fazê-lo, qual seria a melhor entonação para usar, qual seria a característica mais marcante do personagem. Sempre tenho esse trabalho inicial de análise com os papéis. Depois alinhei tudo com os produtores do filme e com a Disney e o resultado ficou muito legal”, conclui.